Segunda-feira, 21 de Março de 2005

AS MINHAS MÃOS

Com minhas mãos de menino
Entregue nas mãos do destino
Meus sonhos e minha vida
E com as mãos cheias de nada
Iniciei a caminhada
Sem chegada e sem partida.

Com minhas mãos de criança
Procurei a minha esperança
Bem longe da felicidade
Nas mãos da pouca sorte
Naveguei sem rumo ou norte
Ao sabor da minha idade.

Com as minhas mãos na juventude
Quando a quimera nos ilude
Desviei o meu caminho
Minhas mãos se amarraram
Construiram e desmancharam
Agarrei o mundo sózinho.

Com as minhas mãos abraçei o tempo
Carreguei o meu desalento
Nos ombros da mocidade
Com as minhas mãos castigadas
Despidas levantadas
Implorei a liberdade.

Com as minhas mãos destrui horizontes
Bebi em rio e fontes
Semeei searas de ilusões
Do jardim dos meus sentidos
Com frutos proibidos
Colhi em frustações.

Com minhas mãos já cansadas
Apalpei nas madrugadas
O caminho da razão
As minhas mãos profanaram
Tanto amaram e pecaram
Abraçam hoje a solidão...


João Miranda
(17-02-2001)
publicado por João Miranda às 22:30
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2 comentários:
De Anónimo a 27 de Março de 2005 às 22:55
Sentindo tua ausência resolvi te buscar aqui. Chegando aqui fiquei extasiada com a beleza dos poemas que encontrei.
Tenho sentido tua falata.mas espero que estejas bem, o que mim faz crer que estar sim. Jamais alguém que não estar bem consegue tamanhã inspiração como a que tens.
Um beijo querido e minhas saudades.
Profª Dôra
</a>
(mailto:prof_dora@infonet.com.br)


De Anónimo a 27 de Março de 2005 às 22:55
Sentindo tua ausência resolvi te buscar aqui. Chegando aqui fiquei extasiada com a beleza dos poemas que encontrei.
Tenho sentido tua falata.mas espero que estejas bem, o que mim faz crer que estar sim. Jamais alguém que não estar bem consegue tamanhã inspiração como a que tens.
Um beijo querido e minhas saudades.
Profª Dôra
</a>
(mailto:prof_dora@infonet.com.br)


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