Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2005

MARCAS DO TEMPO

O sol acaricia a natureza
Lentamente o renascer das cinzas.

Do inverno restou apenas
A erva queimada
E o tronco nu
Da árvore tosca
E sem qualquer ninho.

A vida já gasta
Nada e ninguém renova
Nem a pele enrugada
Nem o olhar sem um brilhozinho
Não volta mais a leveza
Breve de um pular
De gato de ramo em ramo.

O tempo é implacável
Reserva-se à natureza
Esse mistério fantástico
Da renovação.

Resta-nos sómente
Dia a dia ano a ano
Não contemplar o espelho
E ver passar a brisa
Arrastando os pés
Como folhas secas pelo chão.


João Miranda
publicado por João Miranda às 21:54
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3 comentários:
De Anónimo a 18 de Janeiro de 2005 às 19:14
A beleza da vida estar nesse grande mistério e na renovação do dia a dia. Vc. foi muito preciso no momento em que sua inspiração dilatou para a realidade da vida.
Vc. é mesmo fantástico.....
Resta saber porque anda sumido!?
Um beijo querido no seu coração.
ProfªDõra
Aju/Se-BRASILDôra
</a>
(mailto:prof_dora@infonet.com.br)


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2005 às 14:50
Que poema mais veradeiro. cada dia que passa sinto que o tempo me leva um bocado do pouco que me resta. Não estou infeliz mas angostiada.grilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:g@a.pt)


De Anónimo a 18 de Janeiro de 2005 às 14:21
Eu prefiro acreditar que tudo se transforma e nada se perde... , bj. Bom dia.isabel
(http://www.sintonia.blogs.sapo.pt)
(mailto:isabel_espadinha@msn.com)


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