Segunda-feira, 31 de Maio de 2004

"O QUE ME RESTA"

Envelheci
Porque não vivi,
A felicidade sonhada!...
Estas mãos feitas de nada,
Qual carícia perfumada
Num corpo de mulher,
Sentiram quanto sofri...
Sem medo da solidão,
Amordaçei o meu SER!...
O meu grito,
Ninguém o ouviu no infinito!...
Resta-me a ventura de ter nascido mulher!!!


(Dedicado a uma amiga minha)
publicado por João Miranda às 23:32
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?

Meu amor minha amante, eu não desejo,
Que vejas em mim o homem mais puro
Que seja a minha alma o florescer dum beijo,
Que seja o meu corpo o fogo, a loucura!...

Dormir em teus braços sentir-me aclorado,
Sentir na carne tuas lágrimas doer,
É ser o mais puro, o mais amado
Fundir dois corpos num só, a sofrer!...

Então chorar de dor, de prazer,
Minhas mãos acariciando tua pele nua
No delírio da posse enlouquecer,
Neste martírio de me sentir só teu!...
publicado por João Miranda às 00:30
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Sexta-feira, 28 de Maio de 2004

A CINZA DO MEU CIGARRO

Cigarro que vais matando
Lentamente a minha dor
Repara que vou ficando
Com a alma sem calor

Cada cigarro que fumo
Perco um minuto de vida
Mais uma noite que durmo
Aproximando a partida.

Eu culpo a sociedade
Com as minhas mãos a tremer
Eu culpo a tua maldade
Pois deixaste de me querer.

No meu rosto ressequido
Reconheço o meu pecado
Eu culpo o tempo perdido
Culpo a noite e este "fado"!...

A ti meu corpo amarro
Pois sei que cheguei ao fim,
Na cinza do meu cigarro
Vejo pedaços de mim!...
publicado por João Miranda às 01:25
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Quinta-feira, 27 de Maio de 2004

"ANIQUILAMENTO"

Quando eu morrer,
Não quero um queixume
Nem um lamento,
Nem flores na minha sepultura.
Não quero esse fingido sofrimento
No rosto de cada criatura!...

Quando eu morrer,
Quero levar este sorriso de louco
Marcando o meu rosto desvairado
Deixar os beijos ardentes da minha boca
Na boca de cada desgraçado!...

Quando eu morrer,
Jamais nascerão flores
Na terra que me cobre húmida e dura,
Quero sómente uma cruz negra assinalando

A minha pobre sepultura!...

publicado por João Miranda às 00:02
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Terça-feira, 25 de Maio de 2004

"SONHO"

Ama-me triste e desesperado como sou,
Aceita a minha alma de carícias despida
O que me resta é o que te dou,
A imensa mágoa que me deu a vida!...

Minhas mãos são frágeis pétalas tombando
Meus olhos secaram sem afagos nem beijos,
As flores que pisei murcharam sonhando
Com a loucura dos meus desejos.

Mas se foi para adoçares o meu sofrer
Que me sonhaste trémulo vencido,
Oh meu amor deixa-me beber o veneno
Que nos teus lábios me dá VIDA!...
publicado por João Miranda às 23:41
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SER MULHER

Ser mulher
Não é qualquer
Que se entrega loucamente!
Ser mulher
É ter no ser
A doçura que se sente.
Ser mulher
É ser vida,
Enternecida de ternura.
Ser mulher
É ser verdade,
Terna saudade sem desventura.
Ser mulher
É ser pureza, na incerteza
Que se procura.
Ser mulher
É ser amante,
É ser entrega, feliz ventura.
Ser mulher
É ser amor, sem ser tortura.
Ser mulher
É ser maior que a DESVENTURA!...


Dedicado a todas as mulheres que visitem este blog...
publicado por João Miranda às 00:13
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Segunda-feira, 24 de Maio de 2004

CONSTRUÇÃO DO POEMA

Letra a letra
Verso a verso
O poeta pela alma vai escrevendo
Observando a vida o universo
Um poema que vai nascendo.
O poeta não cultiva flores
Mas há quem não pense assim
O poeta cultiva os amores
E delicia-se com as flores no jardim.
Ser poeta é crescer na dor
É lutar contra as injustiças do seu país
É gritar bem alto que só o amor
Pode fazer e transformar
Uma sociedade feliz.
O poeta quando recita
Tráz na voz um farol a brilhar
É a nostalgia da alma
É também a revolta contra a tirania.
É também a ternura dum amor
Que também recita
É embarcar a voz num veleiro
A partir...
Não queiras jamais confundir
O engenho e a arte magoada
Com o chorar
Importa é saber distingir
Uma lágrima do sorrir
Quando o sorriso é poesia a jorrar
O que pensas de agora
Estares cheio de frio
Para descrever-te tudo isto
Já te digo
É que na minha alma
Rasga um navio
Navio com fé e esperança
Que há muito navega na saudade
Para escrever tudo isto!
publicado por João Miranda às 01:37
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