Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

AROMA

Exalo a brisa marinha
Nos poemas nascidos
Na rebentação das ondas
Saboreia-se a torrente
Do rio interior.
No sublime do poeta
A cantar os cheiros e as cores
Do Douro passando junto à Foz
Mastiga-se cada sílaba
Cada palavra e todos os versos musicais
Onde a gélica nudez das pedras
Se cobre de pétalas amarelas
E nos deixa inebriados.
Entra-se no poema
Na doçura da areia ao fim da tarde
No sussurar de cada flor abrir-se
Ao vento agreste
E somos penetrados
Até ao fundo do nosso ser
Pelo aroma dos frutos silvestres
Pelo delírio das águas
Salpicando os pirilampos
Caídos do céu ao anoitecer.


João Miranda
publicado por João Miranda às 00:00
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3 comentários:
De Anónimo a 26 de Novembro de 2004 às 02:45
Um dia senti uma brisa suave que chegou em forma de palavras doces sussurradas pelo vento, senti uma sensação de liberdade, onde a alma é exposta numa folha em branco que aos poucos vai ficando salpicada de anseios, sonhos, tristezas, alegrias, de vida enfim. JM, tuas poesias, são como esta brisa que passa por mim trazendo mensagens de amor, saudade, nostalgia, mas ao mesmo tempo despertam a alegria de viver. Obrigada. Catarina
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(mailto:catarinaeloilda_sandi@yahoo.com.br)


De Anónimo a 27 de Setembro de 2004 às 18:16
Pois eu acordei há dias com malmequeres amarelos. Beijos :)Betty
(http://desfolhada.blogspot.com)
(mailto:ferreiraelisabete@hotmail.com)


De Anónimo a 27 de Setembro de 2004 às 08:51
Bom dia, acordei e vim retribuir a visita, momentos antes de sair para a universidade, um novo ano começa.
Entrei na tarde abri as mãos e cairam pétalas amarelas...pena que eu não tenha o Douro aqui ao pé.Por vezes dá-me uma enorme fome de mar, de rios, de água que purifique a minha vida na passagem, porém aqui, passa apenas um ribeiro sujo. Quem vive na zona do Porto não pode deixa de amar essa cidade, eu porém nunca trocaria a minha pequena e aconchegante cidade de Guimarães! cristiana
(http://sapatosvermelhos.blogs.sapo.pt/)
(mailto:ccristiana@sapo.pt)


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