Quarta-feira, 22 de Setembro de 2004

CHARCO

Resido aqui mesmo
Num charco profundo
Ah! Não!
Sem lama que eu vejo do fundo
Do charco onde moro
E não vivo
O mundo!
E quero falar
Que as águas do charco
Iam aumentar
Meu corpo indefeso iria afundar
São águas de pranto
De tanto chorar
Por isso só saio com a certeza
Que posso viver instantes sem dor
Sentir a beleza
Do mais puro amor
Momentos de vida jamais conspurada
Quero antes o meu charco
De água lavada
Se o choro que eu choro
Me deixa postado
Não chorem por mim
Que antes magoado
Renúncia de vida por nunca vivida
Minhas mãos vazias
Tão cheias de nada
De cabeça erguida
Por mais rendida
Quero a dor sem lama
Por mais soluçada.


João Miranda
publicado por João Miranda às 21:39
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