Sexta-feira, 27 de Agosto de 2004

COMPOSIÇÃO

A composição duma quadra
Ou dum soneto
Não tem pulmões apenas na rima!
O sentir da vida
A experiência realiza
O ideal concerto
São a espada com que o poeta
Melhor esgrima.
O poema
Não usa de falsa modéstia
Sobe sempre pela força da razão
Denuncia o mal
Procura cura para a moléstia!
O poema
Evade-se até pelas grades duma prisão.
Muitos poemas fazem uma obra
Não são apenas palavras
O poeta é um arquicteto
Que a ninguém cobra
Porque a alma não se vende!
Esculpido vai a beleza com que lavras
Ninguém escreverá poesia
Se não cursar a universidade da vida!
É sentir alegria na tristeza
E a tristeza duma alegria
É profundamente sentir sem se render
Na lida.
O poeta é uma espécie viandante
A alma e o corpo de vagabundo
Que viaja cavalgando
A alma de mareante!
Que não pede mas sente
As esmolas do mundo
É um vagabundo diferente
Que gosta de comer o pão suado
Gostar profundo de cantar a nossa gente
Na alegria ou na tristeza
Dum coração revoltado!
A poesia será sempre uma arte
Predestinada ao amor pela razão
Recitada e cantada por toda a parte
Mas só entendida pelos que tem coração.


João Miranda
publicado por João Miranda às 01:43
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2 comentários:
De Anónimo a 28 de Agosto de 2004 às 00:07
joão, é tão bom vir aqui ler-te! a sério! fazes magia com as palavras! BEIJOS, muitoseu,ninguém
(http://euninguem.blogs.sapo.pt/)
(mailto:eu_ninguém@sapo.pt)


De Anónimo a 27 de Agosto de 2004 às 18:17
beijinhoseu
</a>
(mailto:)


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