Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004

VIVÊNCIAS

O quente das lágrimas sinceras
Ao descer quase despercebidas
Pelo rosto
Como o sol que na ausência
Da tempestade
Faz dos trovões o ausentar
Dos sítios
Um juntar de penumbras
Numa pausa
Onde só nós
Nos apercebemos
Do florir das flores
Sem rosto.
Como um fruto
Que saí do rebento.
Amadureci a noite
Que nos alcoalisa os corpos
E voltou-me a renascer o sangue
Nos braços
Como um penhor terno
Ao abrir dos olhos.
Quando caímos
E ficamos caídos
Desaprendemos os caminhos
Da vida
E é necessário o abrir
Dos elos de cada queda
Unidos pelas mãos
Nas encostas encrespadas
Das nossas ondas
As tuas mãos
Jamais serão para mim
um aceno
Pois guardo-as
Como um poema.


João Miranda
publicado por João Miranda às 00:23
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3 comentários:
De Anónimo a 12 de Agosto de 2004 às 18:42
Que essas vivências nunca acabem...se acabarem :(, que fique pelo menos uma boa recordação. Beijos Luka
(http://lukadedicaati.blogs.sapo.pt/)
(mailto:ALuka 2004@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Agosto de 2004 às 17:11
que poema ternurento :)Betty
(http://betty.blogs.sapo.pt)
(mailto:ferreiraelisabete@hotmail.com)


De Anónimo a 12 de Agosto de 2004 às 13:17
navegando por estes mares tao profundos ... encontrei este cantinho de paz e conforto que tanto necessito ... adorei os teus Poemas sao lindos, quem sera a musa deles? uma mulher feliz com certeza.....
um beijo
mariamaria
</a>
(mailto:mariadacaparica1999@yahoo.com.br)


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