Terça-feira, 8 de Novembro de 2005

CAMINHOS

Cala-te desconhecido transeunte
Que resumes a nada
A alma que me alimenta
Do desconhecido queres comentar!
Cala a mentira construída
E vem habitar em seios palpitantes
De granitos ferros e neblinas
Vem tomar o sol acariciante
Que a fresca manhã filtra!
Vem comer sussuros aromáticos
Neste promatório rude
Vem!
Deitar-te a meu lado no chão da Ribeira!
Sente na carne os caminhos sagrados
Entrega-lhes o teu respirar o teu suspiro
Vem visitar comigo os trilhos de estranhos inocentes
Vem respirar ares sublimados por poetas
Vem ouvir as recitações
Que o vento norte murmura
E assobia nos alpendres e sotãos
Vem sentir na pele de Camilo
Vem pelo Porto com a candura do Infante D. Henrique
Vem comigo nas rusgas de S. João
Pintar com o teu olhar triste
A tristeza de minhas alegrias
Vem...Sim!
Escorregar pela velha Alfândega
E cair nas águas de ondas brancas
E transparentes
Vem baptizar-te de paz
No frio do Douro
Vem ouvir a lua a chorar com a maresia
Vem deitar-te a meu lado
Na escarpa das Fontaínhas
Com cores de poentes pintado
Vem sentar-te a meu lado
A ver o reflexo dos rebelos no Douro
Do sonho delinquescente do adormecer nocturno
Rejeita solidões sociais
Isola-te em silenciosa paixão
Derrete-te na beleza de um ser imaginário
Já não consigo palavras para construir
Mais poentes neblinas fontes horizontes
Tenho sede de escrever
E as palavras já não bastam
Vem agora tu
Ensinar-me os caminhos
Da tua beleza.


João Miranda
publicado por João Miranda às 21:50
link do post | comentar | favorito
|
2 comentários:
De Anónimo a 29 de Novembro de 2005 às 17:59
SaudadinhasMaria
</a>
(mailto:JaSabesQualE@Amizade.com)


De Anónimo a 9 de Novembro de 2005 às 15:57
Saudades e muitos Beijinhosssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss****Maria****
(http://www.OMeuSonhoLindo.Zip.Net)
(mailto:mariadacaparica1999@yahoo.com.br)


Comentar post