Sexta-feira, 16 de Julho de 2004

CANSADO

Estou cansado do gesto vão
Do sonho que me sufoca
Do riso descontente da vida
Neste momento
Do "amanhã talvez"
De mãos vazias
De ser pão sem fermento.
Eu quero ser o sonho
Que comanda a vida
Ter na fé a certeza
Que sou a nova massa
Que faz pão, que faz vida
Morrer de cansado de tanto amar
Para renascer depois mais decidido.


João Miranda
15-Janeiro-1996
publicado por João Miranda às 00:49
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1 comentário:
De Anónimo a 16 de Julho de 2004 às 12:58
João, este poema também é muito lindo, como tudo o que escreves, beijinhosPrincesa
</a>
(mailto:princesa_45@sapo.pt)


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