Quinta-feira, 27 de Maio de 2004

"ANIQUILAMENTO"

Quando eu morrer,
Não quero um queixume
Nem um lamento,
Nem flores na minha sepultura.
Não quero esse fingido sofrimento
No rosto de cada criatura!...

Quando eu morrer,
Quero levar este sorriso de louco
Marcando o meu rosto desvairado
Deixar os beijos ardentes da minha boca
Na boca de cada desgraçado!...

Quando eu morrer,
Jamais nascerão flores
Na terra que me cobre húmida e dura,
Quero sómente uma cruz negra assinalando

A minha pobre sepultura!...

publicado por João Miranda às 00:02
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2 comentários:
De Anónimo a 23 de Junho de 2004 às 22:29
Pena de tão simples queres uma só cruz sobre tua campa, as flores diriam mais do teu amor! Mas gostei do poema. Abraço.jorgebond
(http://tounotop.blogs.sapo.pt)
(mailto:januarioassuncao@sapo.pt)


De Anónimo a 27 de Maio de 2004 às 14:23
Olá... fazes uma poesia tão bonita que deverias assinar por baixo... Autoria... e o teu nome... Beijinhos
Princesa
</a>
(mailto:princesa_45@sapo.pt)


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