Quarta-feira, 20 de Julho de 2005

GRUTA AZUL

Nem o véu de água azul
Na gruta corada de espanto
Com a beleza dessa nudez
Faminta de caricias
Consegue evitar
Esse olhar sensual
Esse entreabrir de boca ruba.
Esse orfar subtil
De seio cheio
De fogo a consumir-se
Nesse lençol transparente.
Frio e macio
Nem a mão
Dolente e quente
Adormece o delírio da paixão
Antes acelera os ruborizados
Compassos do coração
Numa tarde morna
De silencios musicados
Em doces penumbras
Em leve ondulação azul
Donde emergem uns olhos lânguidos
E semicerados
E a sedução de um ventre plano
E dois mamilos escuros
E arredondados.


João Miranda
publicado por João Miranda às 18:28
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Abril 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


.posts recentes

. QUERO AMAR-TE

. ...

. SEM MEDIDAS

. TEU OLHAR

. SE A LUA FOSSE

. SONHEI

. ...

. SÓ UM SONH...

. ...

. SONHO

.arquivos

. Abril 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Abril 2007

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Março 2005

. Fevereiro 2005

. Janeiro 2005

. Dezembro 2004

. Novembro 2004

. Outubro 2004

. Setembro 2004

. Agosto 2004

. Julho 2004

. Junho 2004

. Maio 2004

blogs SAPO

.subscrever feeds