Quarta-feira, 18 de Agosto de 2004

MULHER

Mulher escrita...
Mulher poema...
Mulher espera...
Mulher amiga...
Talvez
Pelo beijo
Mais antigo...
Daquele
Amante querido!
Nela mesmo
Tanta espera
Tanto querer...
Vida
Sentias em ti...
Sorrias
Mais um dia.
Mulher dor
Esboças
Nos lábios de romã
Um sorriso
De amor
Paixão,
Logo
Em seguida...
Aquele ser frágil
Completa o presente
Passado e futuro!
Mais um dia...
De carinho
De flores
Mesmo
Sem as ter...
O amante
Amigo
Deixou!
Deixou de ser...
Mas
O teu ser
Frágil
Indefeso
Continua
Esperando
Sempre por ti.


João Miranda
publicado por João Miranda às 21:32
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NECESSIDADE

Há uma necessidade em mim
Há muito que não tem fim
Há muito que ela me segue
E sempre me persegue
Necessito de ser amado
Necessito de carinho,
Amor...
Para me afastar esta dor
Que muitas vezes me deixa
Magoado...
Toda a gente precisa
De amor
Para viver longe da dor
Toda a gente
Precisa de uma ilusão
Para não sentir a ilusão
Todos os que tem coração
Sentem esta necessidade
Para fugir da solidão
Para encontrar a felicidade!


João Miranda
10-Maio-2004
publicado por João Miranda às 00:28
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Terça-feira, 17 de Agosto de 2004

MENSAGEM

Hoje...
Deixa a tua cara triste
Deixa o teu riso amarelo
Vem!
Hoje...
Olha a vida de frente
Enfrenta o amanhã que surge
E...
Sorri!
Vem amiga
Colega,
Camarada,
Inimiga até...
Sorri...
Marca com força os teus passos no chão...
Ri...
Fala...
Canta comigo esta canção
Bom dia
Bom dia a todos que hoje estais tristes
Tu aí...Nesse canto parada...
Tu aí...Pensativa e só...
E tu...De ombros abatidos.
Rosto frio...
Riso doente...
Corpo morto...
Canta comigo também
O meu cantigo de paz...
Ri! Canta!
Diz-me a sorrir - Bom dia!


João Miranda
publicado por João Miranda às 23:17
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BEETHOVEN

Ouço-te com devoção
Fazes-me sorrir e chorar
De purificar tens o condão
Se me afundo dás-me a mão
Fazes-me sempre acreditar.
Viveste pouco mas "muito"
Sonhaste muito elevado
Maravilho-me e pergunto
Que Deus te houve criado
Deixas-te tanto por aí
Nesse grandioso caminhar
As sintonias que ouvi
São pérolas vindas de ti
Que te vão eternizar
Com o concerto número três extasio
De tamanha sensibilidade
Não sei se choro se rio
Tal é o desafio
Que redime a humanidade!


João Miranda
publicado por João Miranda às 00:59
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Segunda-feira, 16 de Agosto de 2004

HOUVE UM DIA

Houve um dia
Em que muito te amei
Em ti vi o sonho,
Eras o meu mundo
Foi só loucura, foi amor?
Já não sei...
Mas tu foste e já não és
A rima do meu verso.
Houve um dia,
Que tanto te quis...
Obsessão?
Foi sexo com muito desejo
Tanto sofri
Que nem sei se era feliz
Vivia só para ti
Pelo teu terno beijo.
Houve um dia
Que sangrei - sofri
Nem imaginas o tamanho da lágrima
E então eu queria esquecer-me de ti.
Passados tempos
Estou neste meu tempo
Julgando-me homem adulto
Sereno...
Seguro do meu querer.
Há vazio
Tu não me queres
Que pena!
Neste meu tempo
Não há dor nem sofrimento
Há sim um sentimento
De rio em calmaria
Da paz
Do entendimento
Que um dia eu voltaria amar
Não como quem sabe
Mas como um aprendiz...


João Miranda
(Fevereiro 1996)
publicado por João Miranda às 00:09
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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2004

LUSITANO MAR

Como as palavras envoltas
Suam-me as ondas
Ouve-se o mar
Numa brisa solta
Leve o vento
Branca a espuma
Que te faz brilhar
Mar nosso
De rochedos
E tormentos
Adivinha-se tumultos
De que só um país como o nosso pode
Deslumbrar
Como palavras envoltas
São as areias soltas
Que a tua rocha deixa arrastar
Escorre espuma que vai pelo mar
Fica a paz
Se um desabrochar seu
Devolve ao mar tudo que terra lhe deu
De rochedos mar nosso
Brusco vento
Grande tormento os do mar
Fica a angústia na terra
Enquanto andam gaivotas no mar
Ouve-se o mar
Ondas deixam-se rebentar
Sempre a partir
Sem dor nem pranto
Que é o nosso mar!


João Miranda
publicado por João Miranda às 18:55
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TU ÉS PARA MIM

Tu és para mim...
Como o fumo dum cigarro
Para um fumador viciado.
Como um pouco de calor
Para um corpo gelado!
Tu és para mim...
Como gotas de chuva
Para uma planta resequida.
Para um moribundo
Uma promessa de vida!
Tu és para mim...
Como um pedaço de pão
Para um homem esfomeado.
Uma réstea de esperança
Para um desesperado!
Tu és para mim...
Como lufadas de ar
Para alguém asfixiado
Uma boia para um afogado
Um afago para um cão abandonado!
Tu és para mim...
um sonho que se vê realizado!


João Miranda
publicado por João Miranda às 01:48
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Quinta-feira, 12 de Agosto de 2004

MEIA NOITE

Meia noite...
Entre as paredes do meu quarto
Penso silenciosamente...
Notas longinquas
Chegam até mim,
Fecho os olhos
E imagino-te junto a mim
Os dois... dançando...
Que maravilhosa dança essa
Em que os corações palpitam
Em que algo nos une,
Em que nossas mãos se procuram
Num desejo de permanecerem juntas
Que suave bailado esse
Que te trás até mim...
Bailado cujos passos
Podem seguir a par...
Dança singela
Cujas notas
Ecoam firmes em mim.


João Miranda
publicado por João Miranda às 13:17
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VIVÊNCIAS

O quente das lágrimas sinceras
Ao descer quase despercebidas
Pelo rosto
Como o sol que na ausência
Da tempestade
Faz dos trovões o ausentar
Dos sítios
Um juntar de penumbras
Numa pausa
Onde só nós
Nos apercebemos
Do florir das flores
Sem rosto.
Como um fruto
Que saí do rebento.
Amadureci a noite
Que nos alcoalisa os corpos
E voltou-me a renascer o sangue
Nos braços
Como um penhor terno
Ao abrir dos olhos.
Quando caímos
E ficamos caídos
Desaprendemos os caminhos
Da vida
E é necessário o abrir
Dos elos de cada queda
Unidos pelas mãos
Nas encostas encrespadas
Das nossas ondas
As tuas mãos
Jamais serão para mim
um aceno
Pois guardo-as
Como um poema.


João Miranda
publicado por João Miranda às 00:23
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Quarta-feira, 11 de Agosto de 2004

CHOVE LÁ FORA

Chove, lá fora,
Tudo é triste
A noite torna-se melancólica,
Entra no nosso entender
Quem a compreende?
Poucos, podem responder...
Ninguém...
Tudo se cala
Ela continua tristemente
Salpicando a ruela
Diria que ela sorri
É o contrário do sol
Que ri
Ri do calor,
Ela sorri por TI!


João Miranda
publicado por João Miranda às 13:55
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