Segunda-feira, 8 de Novembro de 2004

INVENTAR SETEMBRO

Imprimo nas areias desta praia deserta
As marcas do meu corpo sem presença
Neste imenso céu aberto longínquo
Onde repousa este olhar vago esta indeferença...
Ao rochedo onde agora me sento
Confesso a solidão que sinto
O desalento que me invade
Alheio ao mar ao sol ao vento...
Ver ao longe o horizonte
É imaginar o limite de vida
Cujo percurso faço a cada passo
Como as ondas nesta areia entristecida
Desperta em mim o cântico
Duma sereia oceânica salgada
O relinchar do cavalo alado
Branco musculado galático
Céu mesclado de branco ensanguentado
Tarde que se esgota em melancolia
Alvorada que se avizinha em desalento
Deste setembro infinito que eu invento...


João Miranda
publicado por João Miranda às 22:23
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