Segunda-feira, 27 de Setembro de 2004

AROMA

Exalo a brisa marinha
Nos poemas nascidos
Na rebentação das ondas
Saboreia-se a torrente
Do rio interior.
No sublime do poeta
A cantar os cheiros e as cores
Do Douro passando junto à Foz
Mastiga-se cada sílaba
Cada palavra e todos os versos musicais
Onde a gélica nudez das pedras
Se cobre de pétalas amarelas
E nos deixa inebriados.
Entra-se no poema
Na doçura da areia ao fim da tarde
No sussurar de cada flor abrir-se
Ao vento agreste
E somos penetrados
Até ao fundo do nosso ser
Pelo aroma dos frutos silvestres
Pelo delírio das águas
Salpicando os pirilampos
Caídos do céu ao anoitecer.


João Miranda
publicado por João Miranda às 00:00
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